terça-feira, 22 de março de 2011

GOTA D'ÁGUA

Passeando pela internet (já que anda meio difícil passear fisicamente), encontrei um site chamado “feiras de ciência” e nele um pequeno artigo intitulado “Planeta Água”, de autoria do Prof.Luiz Ferraz Netto. O artigo traz diversas informações sobre este precioso líquido e começa assim:
É tão imensa a extensão coberta pelo oceano na superfície terrestre que, observado de fora (como o fazem os astronautas), não o chamaríamos de planeta Terra e sim de planeta Água. A água é um líquido tão abundante quanto útil. Servimo-nos dela a todo instante, para os mais variados fins.
Ela está em todos os alimentos que ingerimos e é absolutamente necessária para a sobrevivência dos animais e vegetais.
Na natureza, acha-se espalhada por toda parte:
a)      brota nas fontes, forma os riachos e rios que correm pelos vales, precipita-se nas cascatas e, por fim, junta-se ao mar;
b)  está presente no ar (nas camadas baixas da atmosfera)) na forma de vapor, o qual ao condensar-se, forma as nuvens e as chuvas;
c) penetra no solo e é absorvida pelas plantas; infiltra-se no subsolo e vai formar os lençóis de água subterrâneos, que originam as nascentes dos rios.
Uma gota de água é composta por uma infinidade de moléculas, então imagine a quantidade de moléculas de água existente no planeta!
Mas, vamos ficar apenas com uma gota de água e imaginar o profundo mistério que ela carrega, baseando-se nas informações acima. Ela brota em uma fonte, forma riachos e rios para, afinal, juntar-se ao mar; ou talvez, por conta da evaporação, ela mal chega a sair da fonte e se eleva paras as nuvens, para em seguida, se precipitar novamente sobre a terra e, depois de absorvida, se transforma novamente em fonte. É o comum e conhecido ciclo da água.
Dá para imaginar que a gota d’água que você bebeu hoje pode já ter viajado pelo mundo afora, inclusive, ter participado do recente tsunami do Japão; ou que ela já esteve incrustada em algum iceberg das geleiras polares; ou esteve na neve que caiu na Rússia em invernos recentes; ou que beijou as faces de um indiano como gota de orvalho; ou que passou pelos Andes?
Quanto mistério e que carga de informações poderia nos dar uma simples gota d’água, se pudéssemos ouvi-la ou lê-la?
Será que a ciência já pode fazer isso? Ler as informações contidas numa simples gota de água?
Acho que não, nunca vi, li ou ouvi esta informação!
Pois é, se não conseguimos decifrar este mistério e as informações desta aparentemente ínfima partícula, como é que vamos entender o universo, com suas inexplicáveis leis naturais? Como é que se pode afirmar que tudo o que constitui o nosso mundo conhecido e desconhecido nasceu “por acaso”?
Não, não dá para aceitar esta simplória explicação científica. Principalmente, por que ela não foi provada. Tudo que se fala sobre as formas de criação do mundo são baseadas em teorias, que jamais foram provadas na prática. Mesmo com relação ao tempo de existência do universo e do planeta Terra, com a tal relação do carbono 14 e com outros elementos químicos, existem sérias restrições. De fato, ao lermos a matéria abaixo, descobrimos isso sem muito esforço intelectual:  
Como funciona a datação por carbono 14
por Marshall Brain - traduzido por HowStuffWorks Brasil
Datando um fóssil
Assim que um organismo morre, ele pára de absorver novos átomos de carbono. A relação de carbono 12 por carbono 14 no momento da morte é a mesma que nos outros organismos vivos, mas o carbono 14 continua a decair e não é mais reposto. Numa amostra a meia-vida do carbono 14 é de 5.700 anos, enquanto a quantidade de carbono 12, por outro lado, permanece constante. Ao olhar a relação entre carbono 12 e carbono 14 na amostra e compará-la com a relação em um ser vivo, é possível determinar a idade de algo que viveu em tempos passados de forma bastante precisa.
Uma fórmula usada para calcular a idade de uma amostra usando a datação por carbono 14 é:
t = [ ln (Nf/No) / (-0,693) ] x t1/2
em que In é o logaritmo neperiano, Nf/No é a porcentagem de carbono 14 na amostra comparada com a quantidade em tecidos vivos e t1/2 é a meia-vida do carbono 14 (5.700 anos).
Por isso, se você tivesse um fóssil com 10% de carbono 14 em comparação com uma amostra viva, o fóssil teria:
t = [ln (0,10)/(-0,693)] x 5.700 anos
t = [(-2,303)/(-0,693)] x 5.700 anos
t = [3,323] x 5.700 anos
t = 18.940 anos de idade
Como a meia-vida do carbono 14 é de 5.700 anos, ela só é confiável para datar objetos de até 60 mil anos. No entanto, o princípio usado na datação por carbono 14 também se aplica a outros isótopos. O potássio 40 é outro elemento radioativo encontrado naturalmente em seu corpo e tem meia-vida de 1,3 bilhão de anos. Além dele, outros radioisótopos úteis para a datação radioativa incluem o urânio 235 (meia-vida = 704 milhões de anos), urânio 238 (meia-vida = 4,5 bilhões de anos), tório 232 (meia-vida = 14 bilhões de anos) e o rubídio 87 (meia-vida = 49 bilhões de anos).
O uso de radioisótopos diferentes permite que a datação de amostras biológicas e geológicas seja feita com um alto grau de precisão. No entanto, a datação por radioisótopos pode não funcionar tão bem no futuro. Qualquer coisa que tenha morrido após os anos 40, quando bombas nucleares, reatores nucleares e testes nucleares em céu aberto começaram a causar mudanças, será mais difícil de se datar com precisão. Fonte: http://ciencia.hsw.uol.com.br/carbono-143.htm
Veja só, reatores nucleares e testes nucleares causam alterações nestas relações de elementos químicos, tornando difícil a datação com precisão.
Será que podemos afirmar com toda segurança que em tempos longínquos não ocorreram reações nucleares ou similares no planeta ou no universo? O desaparecimento dos dinossauros permanece um mistério para a ciência, que sobre o fenômeno elabora apenas teorias. Aceitar-se como válida uma teoria é apenas dizer que ela pode estar certa e não que ela realmente esteja. Aliás, uma boa teoria sobrevive até outra melhor e mais confiável a sepultar.
Não se pode negar que a Religião também não tem respostas científicas a estas questões. Mas, ao mesmo tempo não se pode negar também que no ser humano existe, gravada de forma indelével em seu subconsciente a idéia da transcendência, que tem a ver com um ser criador e/ou gerador de tudo quanto existe.   
Mais do que qualquer teoria, esta “sensação” que o ser humano tem da existência de um ser superior nasce do fundo de seu inconsciente (ou seria de sua alma, de seu espírito?).
Não sei se o ser humano nasceu por um acaso da natureza, se evoluiu a partir de seres unicelulares ou se foi criado nos moldes bíblicos. A certeza que eu carrego é de que, seja qual for a forma como foi criado, tanto o universo, como o ser humano resultam de um projeto de um ser criador, um ser que nossa minúscula capacidade intelectual ainda não conseguiu entender.


Assim como não conseguimos decifrar os misteriosos itinerários de uma ínfima gota d’água, também ainda não conseguimos entender o mistério da criação toda. Mas, seu autor existe, mesmo que eu não o compreenda, que não entenda seus desígnios, creio que um dia o verei face a face, pois foi essa a promessa que Aquele que se disse seu Filho Unigênito nos fez. Para mim seu nome é simplesmente DEUS! 
agn-22/03/2011

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